Segundo a edição online da BBC, o FBI está buscando desenvolvedores para um sistema de alertas que deverão monitorar redes sociais. Esse aplicativo deverá fornecer informações sobre qualquer ameaça, seja ela doméstica ou global, em tempo real.
Para o desenvolvimento desse projeto, o programador deverá oferecer:
1) Buscas automáticas ao Twitter e Facebook, fazendo uso de palavras-chave a serem definidas pela Agência;
2) Permitir que a Agência possa alterar essas palavras-chave;
3) Detectar níveis diferentes de ameaça, prover mapa dessas ameaças por meio de códigos de cores, possivelmente fazendo uso de softwares como o Google 3d e Yahoo Map;
4) Cruzar dados de possíveis terroristas, seja em território nacional (USA, claro) ou no estrangeiro;
5) Tradução em tempo real de qualquer tweet da língua natal para o inglês.
Segundo o FBI, esse app é somente para detectar ações de pessoas e/ou grupos suspeitos. Para aqueles que já se manifestaram sobre a privacidade, a Agência rebate, dizendo:
“Informações postadas em sites de mídia social são publicamente acessíveis e voluntariamente geradas pelos usuários. Assim, a oportunidade de não fornecer informações existe antes de o conteúdo ser postado”
Já para o grupo Privacy International de Londres, está preocupado com as consequências de tais atividades:
“As redes sociais são para conectar as pessoas com outras pessoas — se uma pessoa é alvo de monitoramento policial, haverá um efeito arrastão em que dezenas, até centenas de usuários inocentes também estarão sob vigilância”, disse Gus Hosein”, diretor do grupo.
Para aqueles que acreditavam que os ataques do Anonymous haviam causado algum dano à determinação das autoridades norte-americanas de se fazerem presentes ao cotidiano de todos por meio da internet, parece que aí vai a resposta…
Leia mais: BBC e Common Dreams













