Thor Batista, filho de Eike Batista, atropelou um ciclista no Rio de Janeiro. Automaticamente, Thor foi julgado culpado pelos tão conhecidos “especialistas” da internet que muitas vezes podem ser juristas, jornalistas, professores, policiais, etc., dependendo do delito da vez. Por ter dinheiro, os mesmos especialistas já disseram que ele não irá para a cadeia. Os “especialistas” vão além e dizem que o mínimo que Thor deveria fazer era manter a família do rapaz que foi atropelado — e acabou morrendo — pelo resto da vida, pois todos tem a certeza absoluta, calcada em fotos do acidente que estão a disposição na internet, que Thor estava dirigindo de forma imprudente.
Paro aqui e comento:
Li diversas reproduções da notícia do atropelamento com o mesmo foco: “O cara é rico e não vai acontecer nada”. Acredito que Thor não saiu de casa pensando em atropelar e matar uma pessoa deliberadamente, infelizmente esse tipo de coisa é cada vez mais comum, seja por imprudência do motorista, do ciclista ou do pedestre. O rapaz não estava bêbado, prestou socorro à vítima e já está pagando os custos do funeral. Mesmo assim, é considerado um monstro rico que por ser filho do Eike Batista merece ter uma punição exemplar, como nunca se viu no Brasil. Essa punição que tantos querem não é para fazer justiça para com a vítima, e sim para comemorar que tem brasileiro rico na cadeia.
Para a coisa ficar mais dramática, muitos usam outros atropelamentos para diagnosticar que gente rica não vai para a cadeia quando mata alguém no trânsito. Colocam todos os atropeladores no mesmo saco, como se todos matassem no trânsito por vontade própria, bebedeira ou velocidade acima do permitido. Assim como colocam todos os ciclistas e pedestres no mesmo saco, como se todos andassem de capacete, com sinalização adequada e, enquanto pedestres, todos atravessassem a rua na faixa de segurança ou no semáforo.
Essas pessoas dão continuidade a manutenção dos mais diversos estereótipos: todo rico é sem vergonha, todo pobre é bonzinho, todo policial é resto da Ditadura, todo político é corrupto, nenhum homem presta, toda mãe é santa, toda pessoa que morre é mártir, toda loira é burra e por aí vai.
Realmente não interessa mais você enquanto indivíduo, suas particularidades, seu caráter — ou falta de –, suas qualidades e defeitos… Cada vez mais o estereótipo de manada é reforçado. Se você for rico, jogador de futebol ou artista contratado pela Globo nem se fala! Você já entra no grupo de pessoas que não prestam e são desprovidos de humanidade. Li em um site que Thor não compareceu à delegacia porque estava pouco se lixando para o que aconteceu. A verdade é que ninguém sabe da vida do rapaz e sim, por ter dinheiro, deve ter ótimos advogados, coisa que obviamente pobre não tem.
A cada dia que passa mais se reforça um ditado muito antigo: A fruta nunca cai longe do pé. Se em política isso acaba se tornando uma realidade, no caso de pessoas comuns, com ou sem dinheiro, a teoria na prática é outra coisa. Todos os “comuns” são pessoas exemplares pelo jeito, basta ver os compartilhamentos no facebook… Só tem nesse mundo “gente fina, elegante e sincera”… educada e inteligente, que está apta para julgar caráter – tendo em vista o que aconteceu com o vizinho, o fulano, beltrano, na novela ou até o que a amiga da prima contou.
Frutas podres existem em qualquer balaio, agora dizer que todo o balaio é uniforme, desculpem, mas não é nem engano, mas sim um péssimo hábito de fofoqueiro que – mais uma vez usando ditos populares – não tem louça na pia de casa.











1- A velocidade final aparente, pelas marcas de frenagem(num carro com high-abs!) e testemunhas, levam a crer que ele estava acima da velocidade permitida, o que em práxis, impõe à processo em ação pública incondicionada por homicídio culposo.
2- Se alguém comete algo que reste dúvidas em ser considerado crime, independe da origem ou de quem seja, deve ser investigado e passível a ir à julgamento.
3- Se existem um ou mil casos como este no Brasil por ano, pouco importa para a ciência jurídica.
4- Se o Estado é incapaz de investigar e processar um caso que se torna público, e conhecido pelos milhões de contribuintes que lhe sustentam, peço vênia para que a família Batista pague então os salários dos juízes, promotores e delegados.
5- Seu texto não diz muita coisa, não tem objetividade e tão pouco lucidez, parece mais como outros que vi de meninas que fantasiam emocionalmente, permeadas do arquétipo da atração pelo $príncipe$ encantado.
1- Marcas de pneu? O laudo só será concluído entre 15 e 30 dias mais. Se você não participou da perícia, duvido muito que saiba do que esteja escrevendo.
2- O óbvio ululante. Item desnecessário.
3- Outro óbvio ululante. Pare de assistir tanto CSI.
4- Ah, agora entendi. O problema não é julgamento, mas pelo visto, condenação. O que você deseja é exatamente o que o texto condena: o pré-julgamento através do mecanismo ‘radicais recalcados’ que, na internet, pedem vênia para dizer nada com coisa alguma.
5- Se este texto não tem lucidez, é de admirar que até mesmo jornais impressos o tenham buscado para publicação. Aí sim é de acreditar que o que precisamos não seja o julgamento justo e sim o 2012 Maia.
De qualquer forma, seja bem-vindo. É divertido.
1 – você deve ser “especialista” em frenagem
2 – está sendo investigado.
3 – pouco importa para ninguém, afinal de contas pessoas morrem atropeladas todos o dias e ninguém faz nada.
4 – aff… tá faltando louça mesmo.
5 – cê não me conhece mesmo, deve ter péssima interpretação de texto e ainda uma ponta de preconceito contra mulher com opinião. Daí paro por aqui, não consigo dialogar com quem não tem a mínima noção de LER e ENTENDER um texto.
Pare de assistir CSI.
ESPECULAÇÕES SOBRE ACIDENTE COM FILHO DE EIKE BATISTA SÃO IMPRÓPRIAS
Milton Corrêa da Costa
As especulações e conclusões, impróprias, precipitadas e desprovidas de conteúdo técnico–pericial, sobre a dinâmica e circunstâncias do grave acidente que envolveu, na noite do último sábado, na BR-04O, rodovia Washington Luís, em Xerém (RJ) o jovem Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, na condução de um veículo, resultando na morte de um ciclista, nada acrescentam às investigações sobre o caso.
Thor tem a seu favor o fato de não ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir, conforme o resultado do teste de alcoolemia a que foi submetido, não acusando nenhuma dosagem de ingestão de álcool em sua corrente sanguínea. Tem a seu favor também o fato de providenciar socorro à vítima logo após o acidente, apesar da evidente tensão emocional de que foi tomado no momento do fato, apresentando-se em seguida a um Posto da Polícia Rodoviária Federal para comunicar o ocorrido. Ou seja, independente da posição social que ocupa e de sua condição financeira, de herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, não eximiu-se de sua responsabilidade como motorista e cidadão, sendo correta sua atitude numa demonstração de sólida formação de bom caráter- qualidade em flagrante desuso no país- e atitude sobretudo honrada, transparente e humanitária.
Os relatos das testemunhas, neste caso, não sobrepujarão a prova técnica. O mais sensato- há versões desencontradas sobre o acidente- será aguardar o laudo conclusivo do exame pericial do local do sinistro, onde ficará caracterizada a culpabilidade do acidente. Há indagações que só o laudo pericial do Instituto de Criminalística poderá responder, como por exemplo: Havia acostamento na rodovia no trecho do local do acidente? Havia ciclofaixa no trecho em referência? Em que local se deu o impacto do acidente fatal? No acostamento da rodovia, na ciclofaixa, no bordo da pista ou no centro da pista de rolamento? A bicicleta transitava no mesmo sentido de criculação dos veículos automotores? O ciclista cruzou repentinamente a pista de rolamento? Qual a velocidade desenvolvida pelo veículo conduzido por Thor Batista momentos antes do impacto? Havia tempo e possibilidade para frear o veículo e evitar o acidente? E no momento do impacto, face as avarias causadas no veículo e as mutilações no corpo da vítima, qual a velocidade desenvolvida pelo veículo, observadas as marcas de frenagem no local? Qual a distância percorrida pelo corpo da vítima entre o local de impacto e o local de parada do corpo?
As perguntas prosseguem; Em que posição de deslocamento na via foi colhido o ciclista? Cruzando a pista, pela retaguarda ou frontalmente? Se colhido na pista de rolamento em que faixa transitava com a bicicleta? Na da direita (no bordo da pista) ou na esquerda do fluxo de veículos? Ou foi colhido no acostamento? O acidente era evitável? Por qual das partes? A velocidade desenvolvida pelo veículo automotor era compatível com a velocidade máxima permitida naquela via ou o veículo encontrava-se em excesso de velocidade? Qual era a condição da iluminação da rodovia no local do acidente? E as condições do tempo e visibilidade? A pista encontrava-se escorregadia? Quais eram as condições do sistema de freio do veículo? E o estado dos pneus? E quanto a vítima fatal? O exame toxicológico detectou a presença de álcool em seu organismo? Que quantidade? A imprudência, como causa do acidente, cabe a uma só das partes ou a ambas partes? A bicicleta possuia dispositivo de iluminação refletivo que facilitasse a sua visibilidade já que o acidente ocorreu no perído noturno? São indagações que terão que ser respondidas, em laudo pericial específico, na busca da verdade e para embasamento da decisão judicial sobre o caso.
Por outro lado, registre-se que pelo fato do grave acidente envolver o filho do empresário Eike Batista, qualquer especulação ou conclusão precipitada torna-se ainda mais imprópria e inadequada. Como empresário de sucesso e uma das maiores fortunas do mundo, conquistada por sua obstinação, inteligência, ousadia e competência, Eike Batista será sempre notícia e sempre haverão os aproveitadores de ocasião para tentar especular e atingi-lo de forma negativa. Eike gera milhares de empregos, paga alta soma em impostos, suas empresas trazem desenvolvimento e crescimento econômico ao país, contribui financeiramente com programas e projetos governamentais e não governamentais, traz progresso ao setor turístico, enfim, gera inúmeras riquezas ao Brasil. Um fenômeno de capacidade e progresso empresarial no mundo. Um vitorioso brasileiro, de rara inteligência e visão empresarial que orgulham o nosso país. Possui o que merece por sua luta, perseverança e visão de futuro. Portanto, também sempre será alvo do despeito e da inveja de mentes pouco sadias.
Até aqui a transparência sobre o lamentável acidente, o comportamento cidadão e humanitário do jovem Thor Batista e o pressuposto constitucional de que todos são iguais perante a lei, independente do status social que ocupem, prevaleceram. A perícia no veículo envolvido no acidente, conforme relata Eike Batista, foi efetuada e o veículo encontra-se à disposição da Justiça sob a cautela do advogado de defesa. Nada há a esconder.
Que a busca incessante pela decisão mais justa se faça. Esta é a grande missão do Poder Judiciário:a busca obstinada pela verdade e a decisão mais justa. Continua a prevalecer a máxima de que o carro é uma perigosa arma mortífera e que todos nós, como vítimas ou culpados, na condição de pedestres, ciclistas, motociclistas ou motoristas estamos sujeitos ao infortúnio dos acidentes. Todo cuidado nas vias de trânsito será sempre pouco. Não custa sempre relembrar. A tragédia dos acidentes atinge a gregos e troianos.
Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro
Thor, não só estava dentro do limite de velocidade como tentou parar o carro antes de atropelar o ciclista.
Vejam como é um atropelamento em alta velocidade:
http://www.youtube.com/watch?v=Ik9zMqAAQ5g
Quanto mais rápido o carro estiver, menos danos o veículo terá, pelo simples fato da pessoa atropelada ser lançada para cima, como vocês mesmos podem observar no vídeo que eu coloquei aqui.
Se o carro está diminuindo a velocidade, o ponto de contato do corpo da vitima com o carro será maior.
Dúvida? experimenta passar uma lombada diminuindo a velocidade do carro e acelerando o carro, assim você saberá qual causa mais impacto.
Só uma OBS: Mais rápido que a ação do resgate em retirar o corpo, foi esse advogado hein!
Disse tudo, Lê… no final nossa ojeriza acaba deixando transparecer o nosso preconceito com o menino rico que, obviamente, não tem culpa de sê-lo e de poder usufruir tudo o que o dinheiro pode comprar… É claro que a própria imagem que temos do rapaz: o loirinho marombeiro que não gosta de ler, filho do homem mais rico do país com uma ex-símbolo sexual, e a própria abordagem da mídia (como na manchete de O Globo que diz que o “carro atropelou”, não ele), não é lá muito lisonjeira, mas é preciso ficar atento às notícias. Ele não estava embriagado, (não ficou claro se prestou socorro e não foi lá muito inteligente do advogado requisitar o carro para depois entregá-lo à perícia – ou foi muito inteligente, sabe-se lá quantas provas poderiam ser produzidas contra o cliente…), e está arcando com o apoio à família da vítima. Dizer que ele não será processado porque é rico é justamente reforçar a impunidade, como se o caso dele, homicídio culposo, tivesse penas duras aplicadas costumeiramente Brasil afora. A pena será proporcional, imagino – e olhe que não sou jurista, sequer formado em Direito. O auê que se faz em torno do caso, talvez se justifique, como eu disse acima, por como certos orgãos de imprensa lidaram com o caso em suas manchetes (nas reportagens achei que foram razoáveis, tirando o fato de não questionarem se ele estava em alta velocidade – o que poderia ser agravante no caso, pois dirigir em alta velocidade sóbrio é bem diferente de fazê-lo bêbado). No mais, as opiniões dos pitaqueiros de costume só serão opiniões. Muitas das vezes, dispensáveis.
Costuma-se cobrar comportamento de exemplo de quem tem dinheiro. Acho isso meio estranho, até pq bom comportamento independe de conta bancária. Eu li duas notícias e o resto foi opinião dos outros – que obviamente trataram o assunto como se fossem especialistas. Das duas notícias que li estava escrito que não se sabe a velocidade em que ele estava. Pela foto de estrago do carro, não dá para dizer a velocidade, eu pelo menos não tenho condições de pensar – não dirijo e só sei que a velocidade permitida era 110.
Imagina que já descobriram o facebook do cidadão (Thor)… Daí que começaram a tripudiar por lá. O delito no caso dele é ser rico e não ter atropelado uma pessoa que morreu. Acho isso honestamente, o fim da picada.
Veremos a semana inteira os jornais dando notícia – minuto a minuto – do caso Thor e a televisão não poupará o sensacionalismo. Já deve ter perfil do garoto nas revistas, jornais e blá,blá,blá… Enquete nos portais e tudo mais. Daí que “garrei reiva” já disso, olha quantos ciclistas foram atropelados nesse mês? No meu entendimento, essa estatística é a que deveria contar, saca? O resto é fofoca.
pois é… no R7, o ponto da matéria do atropelamento era “Thor, um carioca cobiçado”. Sequer tinha um perfil do atropelado e, pior, ninguém mostra a bicicleta… ou seja, uma das questões em jogo, o direito dos ciclistas é mais uma vez ignorada…
putz…