Fakes: como nascem, crescem, se reproduzem e… morrem?

 

“Fake” é um termo em inglês que significa “falso”, bastante utilizado e bem familiar no ambiente cibernético para designar aqueles que ocultam sua identidade

Fakes sempre despertaram o interesse das pessoas. O desejo de descobrir quem ou o que esteja por trás de cada movimento dos fakes é unânime. Controversos e dividindo opiniões, os fakes são interessantes, enigmáticos, misteriosos, impetuosos e até, como a maioria pensa, covardes. Mas não é fácil sustentar um fake e nem sempre fakes são tão fakes quanto aparentam.

E o que leva alguém a criar um fake? Por simples e pura diversão, necessidade de sustentar uma imagem que não exista ou expressar personalidades presas dentro de si? Ser fake é legal do ponto de vista legislativo? É ético? Fakes podem prejudicar a sociedade ou alguém em particular? Fakes devem ser vistos apenas como uma inocente brincadeira ou eles são realmente muitos mais nocivos do que aparentam?

No Brasil ainda não há uma legislação específica que aborde a questão dos fakes e cada situação é vista isoladamente. Alguns defendem que a prática de criação de um fake não seja criminosa, exceto pela violação dos termos de alguns serviços onde os fakes podem atuar como as redes sociais, fóruns, etc. Outros, mais radicais, defendem a total criminalização dos fakes, levando-os ao patamar de crime de falsidade ideológico, violação de dados pessoais e sigilosos e até de direito autoral. Mas será que isso se aplica a todos os “tipos de fakes”? Será que todos os fakes têm consciência dos seus limites e deveres?

Costumo dividir os fakes em alguns grupos para tentar compreender melhor o mecanismo de cada um deles e seu grau de relevância, influência e até danos na rede.

Quem nunca se deparou com algumas personalidades famosas em redes sociais com comportamentos que, nitidamente, parecem não pertencerem a eles? Acredito que o tipo mais conhecido de fake, comum e “problemático” seja aquele que imita personalidades conhecidas, seja por homenagem, por tentar realmente se passar pelo famoso e obter alguma vantagem ou apenas com o objetivo de fazer humor. Neste último caso pode até se tornar uma caricatura exagerada, vindo a denegrir a imagem da celebridade e podendo culminar em complicações legais ao seu manipulador. Algumas celebridades sentem-se homenageadas e acarinhadas, mas são várias as que consideram uma prática abusiva e ofensiva e, incomodadas, processam o autor do fake. O que era apenas para ser uma brincadeira se torna caso de polícia, afinal de contas, o que está em jogo é a imagem de uma personalidade pública. De qualquer forma, é transparente que o objetivo do fake seja apenas um: ser pelo menos tão famoso quanto a celebridade imitada.

Outro tipo de fake é que aquele que tenta, a qualquer custo, esconder sua verdadeira identidade seja qual for o motivo, mas com um único objetivo: não ser reconhecido por pessoas tanto na vida real como no ambiente cibernético. Pode ser perigoso quando as pessoas que se relacionam com ele nunca terão acesso aos seus dados reais. Seja qual for a verdade plantada, não há como checar a veracidade das informações. Por trás deste fake podemos encontrar uma pessoa querendo saciar os seus desejos mais íntimos sem ser flagrado, desde uma paquera (extraconjugal ou não) até um criminoso sondando prováveis vítimas. Também podemos encontrar ativistas que defendem causas mas que, por questões políticas e/ou de segurança, não podem se identificar.

Um tipo de fake muito veste ultimamente é o criado para administrar perfis de humor em redes sociais. Criam personagens com o único objetivo de fazer as pessoas rirem e se divertirem. Alguns buscam fama imediata, outros não. Aparentemente são inofensivos, mesmo porque não existe envolvimento maior do manipulador do fake com outras pessoas. O espaço onde ele está inserido e onde ele atua é seu palco e os seguidores ou pessoas dentro de suas redes, são seu público.

O último tipo, na minha opinião pessoal mais nocivo, é aquele que esconde sua vida real e tenta construir uma imagem que não existe para conquistar respeito e admiração de fãs. Nocivos porque vivem uma mentira de forma radical e profunda e isso pode envolver outras pessoas. Pode envolver amizade, amor, cumplicidade e confiança excessiva. A pessoa por trás deste fake, em geral, é infeliz, com baixa autoestima e vive uma realidade inventada: é sempre magro, alto, rico, bonito, feliz, bem-sucedido, independente e seguro. Mas por trás dessa falsa imagem plantada, pode se esconder uma pessoa gorda, baixa, pobre, feia, infeliz, sozinha, desempregada e com sérios transtornos psiquiátricos. A questão é: e quando esse fake desperta a amizade e até o amor em outra pessoa? Isso pode ser altamente destrutível para ambos e uma experiência perigosa e traumática. Primeiro porque o fake sabe e tem consciência (ou não) de que vive uma mentira e que, provavelmente, jamais poderá ter contato real com a pessoa. Segundo porque a pessoa não sabe que está sendo vítima de uma mentira. Ela confia, gosta e até ama uma imagem criada que não corresponde à realidade. A consequência ao final do desenrolar dessa história pode vir a ser trágica.

Eu entrevistei @esquizzofrenico, um perfil da rede Twitter que usa o nome (atual) de Dona Mãe do Cazuza, se refere a si mesmo como “o pior repórter do mundo” e tem quase 6.000 seguidores. No Twitter ele é um fake, mas no Facebook é ele mesmo, sua identidade civil:

(Anny) Posso me referir a você pela sua “@”, apelido, seu nome real, enfim, como você gostaria de ser chamado?

(Esquizzofrenico) Pode me chamar pela @ mesmo, se bem que não me incomodo que saibam que meu nome é Carlos.

(Anny) Está certo, Carlos. E o que você pode contar para nós sobre você?

(Esquizzofrenico) Nasci e moro em Londrina/PR, sou solteiro, tenho 18 anos e no momento estou focado num projeto de webshow de publicidade puxado para o humor chamado Cidade Mobile. Adoro treinar musculação, apesar de ser magrelo.

(Anny) E o que é fake para você?

(Esquizzofrenico) Meu conceito é simples: se não tem a sua cara e o seu nome verdadeiro então é um fake.

(Anny) Então partindo da sua definição, você se considera fake…

(Esquizzofrenico) Não tem minha cara no avatar, não tem meu nome no perfil, então sim.

(Anny) E por que as pessoas criam fakes?

(Esquizzofrenico) Pode ser uma forma de preservar a si mesmo para não se expor demais.  Ter um fake é uma forma muito divertida de brincar. Você pode inventar situações ou compartilhar ideias que não são verdadeiras, mas são engraçadas. É assumir um papel e criar um mundinho paralelo e se divertir. Mas o pior de todos os motivos é pela covardia. São muitos os fakes que são criados para xingar, difamar e incomodar as pessoas e eles se escondem porque, muitos assim pensam, que estão protegidos de qualquer problema ou lei por não postarem o nome e o rosto.

(Anny) E o que você acha que está mais envolvido intrinsecamente na criação de um fake, apenas a diversão, necessidade de sustentar uma imagem própria que não existe ou para expressar sua própria personalidade presa dentro de si mesmo?

(Esquizzofrenico) Acho que isso depende do objetivo da pessoa.

(Anny) E onde você se encaixa?

(Esquizzofrenico) Eu criei o fake por diversão, não para impressionar ou poder me abrir.

(Anny) Vamos falar de Twitter que onde seu fake “vive”. É notória a grande quantidade de perfis fakes de humor no Twitter. Você acha que muitos os criam apenas com o objetivo de se tornarem famosos?

(Esquizzofrenico) Eu acho que sim. Todo mundo gosta de humor, de rir, de se divertir. Uma pessoa que quer ser famosa e reconhecida no Twitter, olha esses perfis fakes com milhares de seguidores e quer seguir o mesmo caminho.

(Anny) Mas não seria meio contraditório criar um fake para ser… famoso? Ou seja, a maioria das pessoas justamente cria um fake para não ser reconhecido.

(Esquizzofrenico) As pessoas gostam de receber atenção, todo mundo gosta, independente se as chamam pelo nome ou pelo pseudônimo pois quem recebe essa atenção é a mesma pessoa, mas talvez não lhe agrade que isso vá para um nível onde ela tenha que se expor demais.

(Anny) Começando pelo seu pseudônimo (e sua @), você tem um perfil tragicômico e as pessoas acabam rindo das suas “tragédias” pessoais postadas. Como é isso? Você tenta ser natural e postar o que lhe vêm à cabeça ou o que você posta é calculado e pensado, você investe na criação de um tweet ou você posta a primeira coisa que lhe ocorre à mente?

(Esquizzofrenico) Alguns tuites são pensados, alguns eventos são criados, outros são ideias que me veem à cabeça e eu decido compartilhar, ou são eventos reais que eu acho engraçado e interessante compartilhar.

(Anny) Se existisse uma classificação (vide texto acima), você se encaixaria em alguma?

(Esquizzofrenico) Definitivamente me encaixo na categoria dos fakes de humor. Às vezes eu cutuco alguém ou algum grupo de pessoas, mas nunca com o objetivo de tumultuar ou agredir alguém.

(Anny) Você acha que é mais fácil “dar a cara à tapa” quando se está escondido sob um apelido?

(Esquizzofrenico) Sim, se esconder atrás de outro nome e imagem te faz se sentir mais seguro e isso pode ser bom, pois pessoas que tem ideias boas, mas tem medo de se expressar podem usar essa máscara para se abrir, mas também pode ser muito ruim, pois muitos covardes se escondem para poderem difamar os outros.

(Anny) E talvez por causas destes covardes, é que alguns fakes sofrem., tenho ouvido de amigos fakes relatos de preconceito em relação a eles por eles não se identificarem. Você já sofreu algum tipo de preconceito, injúria, calúnia ou difamação por ser fake?

(Esquizzofrenico) Nunca, pelo contrário, sempre senti que as pessoas se abrem mais e se sentem à vontade para brincar comigo.

(Anny) Curiosidade: algumas pessoas conhecem sua identidade civil real?

(Esquizzofrenico) Sim, mas não muitas. Das que eu mantenho contato diário pela internet, umas 10 devem saber que eu sou o Clark Klent.

(Anny) (risos) OK, Clark Kent! E por que estas pessoas tem este “privilégio”?

(Esquizzofrenico) Nada especial, eu apenas tive mais contato e intimidade com estas pessoas. E também eu não mantenho minha identidade real guardada a sete chaves, se alguém me perguntar coisas sobre mim eu respondo tranquilamente.

(Anny) Eu imagino qual será sua resposta, mas eu testemunhei casos complexos e delicados, então preciso perguntar se já enfrentou problemas ao revelar sua identidade.

(Esquizzofrenico) Não. No meu vídeo piloto do Cidade Mobile eu coloquei o meu endereço do Twitter. Eu já saí num jornal daqui de Londrina/PR falando sobre o meu personagem e o Twitter. O Esquizzofrenico é um personagem meu, não a minha vida. Se quiserem saber quem eu sou eu não tenho problemas em falar.

 (Anny) Mas você tem medo ou receio de pessoas que conheçam sua identidade real possam vir a te delatar?

(Esquizzofrenico) Não. Também não tenho o que temer. Não brigo com ninguém, não ofendo ninguém e não tenho receio de saberem que eu sou.

(Anny) Você sabe que saber a identidade real de um fake é quase que como um prêmio, se você se envolvesse com alguém (amizade ou namoro) e essa pessoa, após uma briga, decidisse revelar sua identidade na tentativa de prejudicá-lo, você daria o troco?

(Esquizzofrenico) Não, isso seria um ato imaturo. O problema não é revelar a identidade da pessoa e sim usar isso como vingança. E como eu já falei não me incomodaria se as pessoas soubessem quem eu sou.

(Anny) E você revelaria a identidade de um fake em troca de algum favor, seja qual fosse, que beneficiasse você de alguma maneira?

(Esquizzofrenico) Eu não contaria a não ser que me oferecessem uma Ferrari em troca dessa informação.

(Anny) Bom, então tudo tem preço, até para um fake (risos). E “incomoda” ser um fake?

(Esquizzofrenico) Não, pelo contrário, acho muito divertido. Não consigo encontrar nenhuma limitação, só vejo vantagens.

(Anny) Devo supor que as pessoas da sua vida “real” (amigos fora do ambiente cibernético, família, etc.) conheçam seu fake

(Esquizzofrenico) Sim.

(Anny) Considerações finais, uma mensagem que queira deixar aos leitores?

(Esquizzofrenico) Apenas que… busquem conhecimento…

Arrematando essa matéria, sugiro aos leitores que assistam ao documentário “Fake – O Filme”, de 2009. Como a velocidade da internet é rápida demais, o filme é praticamente velho, mas vocês verão que todas as situações expostas podem facilmente serem enquadradas e adaptadas para a atualidade.

 

O que podemos concluir depois de tudo, é que nem todos os fakes são tão nocivos quanto aparentam, assim como identidade revelada não é sinal de caráter. As mesmas situações do dia a dia podem ser encontradas no ambiente cibernético e vice-versa. Ninguém anda com certificado de “coisa alguma” pendurado no pescoço, muito menos com selo de garantia. Prudência, respeito e cautela são palavras que não podem faltar no vocabulário de ninguém, e também nas atitudes. Use a grande rede com moderação e com responsabilidade, sempre!

Até a próxima!

(A imagem que ilustra este post é dos arquivos da polícia e corresponde a um RG falso com a foto do ator Jack Nicholson encontrado em poder de Ricardo Sergio Freire de Barros ao tentar abrir uma conta bancária com o objetivo de aplicar golpes financeiros, conforme publicado no Mail Online)

About the author

Social media addict, compulsiva/impulsiva, irônica, polêmica, verdadeira, dramática, apaixonada, Geek, Troll, ama cães, música, poesia, humor, mulher de frases, Anny adotou o pseudônimo de LobaMuitoCruel no final nos anos 90 após um ataque de hackers no chat onde era administradora. Casada, 44 anos, sem filhos, vários cães, trabalha com Comunicação, Marketing, TI & Web, possui um canil de Rottweilers, é comportamentalista animal, detesta o rótulo "blogueira", é um compêndio vivo de Psiquiatria segundo seu médico. Escritora frustrada, está escrevendo sobre sua vida, por isso ainda se mantém no anonimato. Colabora também com o projeto Outros500 do canal Multishow e com o Blog Caixa de Bis. http://about.me/lobamuitocruel

2 Comments

  1. Dulce Miller disse:

    Anny, parabéns pelo post! 
    Concordo com você que o ‘último tipo’ de fake citado no texto é o mais nocivo sim, por ‘fail’ experiência própria, infelizmente. Durante um ano (mais ou menos) eu estive envolvida com um psicopata deste tipo. No auge da minha ingenuidade e no ápice das mentiras dele, eu ainda acreditava que a errada era eu  O.o Se tem uma coisa que eles são especialistas é em manipulação. Nunca tive coragem de colocar a boca no trombone ou jogar merda no ventilador (como dizem) assim que descobri tudo. Mas não foi por medo dele, foi por autoproteção, pode acreditar. Depois de chorar rios por ter sido enganada ainda me senti a criatura mais burra, mais idiota da internet, do mundo! Não tive coragem nem vontade de me expor denunciando a criatura… Talvez eu tenha agido errado, mas acho que pela primeira vez na vida consegui controlar minha impulsividade de forma produtiva pra mim, e quer saber? Não me arrependo por ter ficado na surdina, foi melhor pra mim. Serviu como aprendizado, afinal um ano inteirinho jogado pela janela não poderia ser em vão :( 

    Tipos assim vivem a mentira durante o tempo integral em que estão acordados. O que eu não sei é como conseguem deitar a cabeça num travesseiro e dormir tranquilamente depois do que fazem. Claro, quem disse que psicopatas que jogam com a vida e sentimentos dos outros sentem remorso? Eles não sabem o significado da palavra REMORSO. Já faz mais de um ano que eu tive a infelicidade de descobrir que existem fakes psicopatas e ainda não me conformo com o mal que um deles me fez. Eu fiquei doente na época e quase morri, de verdade… hoje eu fico pensando em quantas vezes aquela criatura do mal riu da minha ingenuidade. Restou um desejo de vingança que eu procuro não alimentar…  e inconformidade por não poder fazer nada, por permitir de alguma forma que ele faça o mesmo com outra pessoa, enfim… Eu era completamente apaixonada por uma criatura que mentiu de todas as maneiras,  que durante um ano inteiro me fez de palhaça, OMG! Como exemplo, ele usava script para conseguir seguidores no Twitter, depois deu unfollow em quase todo mundo que seguia. Parece uma celebridade, mas não passa de um homem de 47 anos, frustrado por ter obesidade mórbida e por ser cadeirante. A vida dele  acontece  em frente ao computador (nada justifica mentir, ludibriar, enganar)! Hoje ele tem quase 50.000 seguidores e segue uns 80 somente. Tem perfil em praticamente todas as redes sociais existentes, claro, ele tem tempo pra isso. 

    E quando pensei que não poderia acontecer nada pior do que aconteceu comigo, fiquei sabendo de duas histórias completamente surreais (se não fossem reais) com fakes. Uma delas aconteceu com a 
    @AndreaLlago, coitada! Com certeza uma história mais terrível que a minha. Ela não tem blog, fiquei sabendo de tudo pelo Facebook e Twitter… e a outra história, PIOR AINDA, aconteceu com a @cristianesita, que corajosa, relatou tudo com detalhes num blog >>> http://balinhadropsepastilha.wordpress.com/2012/03/08/a-morte-de-hugo-guimaraes-drodowski/ talvez você já conheça esta história, mas se não conhece, talvez fique tão horrorizada quanto eu fiquei. O mais triste é que este tipo de fake está se proliferando. Fico pensando em quantas pessoas passam ou passaram pela mesma situação e não tem / tiveram coragem de denunciar, de se expor… 

    O bom é que a Cristiane não ficou muito tempo sendo enganada, ela foi muito mais esperta que a Andrea e eu juntas. Até um Tumblr ela criou em virtude do que aconteceu, aliás, uma idéia muito legal >> http://soudevdd.tumblr.com/ >> sou de verdade, eu existo!

    Pois é, acho que me empolguei no comentário rsrs.

    Um beijo! :)

    Responder
    • Du, você é uma linda! *-*

      Todos nós estamos sujeitos a fakes “do mal”, seja no ambiente cibernético ou no mundo real.

      Eu publiquei em um post há quase 2 anos sobre relações virtuais. Nele eu dizia que “no cybermundo somos sempre perfeitos e deixamos um pouco de ser humanos (MSN, Twitter, Orkut e Facebook não roncam, não
      arrotam, não têm mau hálito, não transpiram e não tem chulé)  Mas,
      pensando friamente, no mundo real, nos primeiros encontros também não
      tentamos parecer um tanto perfeitos demais? … Decepções e mentiras encontramos nas duas esferas. Falar em saber
      distinguir é utopia. Sentimentos sempre estão presentes e dizer ‘isso
      não acontece comigo, nunca aconteceu e nunca acontecerá’ é apenas
      mentir-se a si mesmo, adiar algo que, dia menos dia, pode acontecer a
      qualquer um. Se está com seu coração aberto (ou não) para o mundo
      ‘real’, você não está imune ao mundo ‘virtual’.

      Sendo assim, JAMAIS se sinta culpada por isso ter acontecido. Isso acontece a todo o tempo, com várias pessoas, elas apenas não falam sobre isso. E se acha que irá se sentir melhor, bote a boca no trombone (mas esteja certa de que a pessoa pode tentar te desmentir e manipular outros das redes para ficarem contra você e inverterem a situação). Se lhe causou algum dano, procure a esfera policial e juridíca e não se intimide. Não irá apagar a sua história, mas poderá salvar outras vítimas =D

      Você é uma pessa especial e coisas ruins sempre afetam pessoas especiais! <3

      Obrigada!

      Responder

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